quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

OUTRAS NOVAS REFLEXÕES

OUTRAS NOVAS REFLEXÕES (12/12/2010)

Entre o discurso e a prática, muitos erros são cometidos...

A grande diferença entre dor e sofrimento é a consciência de que se deve acolher, honrar e respeitar a dor... sem fugir, sem cultuar, para não tornar-se sofrimento.

Pode-se sim sentir a dor sem torná-la sofrimento. Apenas uma questão de consciência e escolha.

Sinto profundamente quando alguém em que confiava plenamente desonra o próprio propósito... mas nada posso fazer senão reconhecer que ainda sou humana... portanto, consigo sentir; que ainda sou viva, consequentemente, reconheço minhas limitações e acolho minha dor.

Agradeço por tudo que me acontece, mesmo as decepções... pois são oportunidades de aprender o que ainda não consegui.

PRANTO D'ALMA

PRANTO D’ALMA
Maceió (AL), 12/12/2010


Minh’alma chora
Chora profunda e tristemente
Um pranto tão intenso que as lágrimas
Não conseguem escorrer...!
Minh’alma chora
Soluça copiosamente
Com tamanha tristeza
Que aperta o coração
Solidário ao seu luto
Solitário em sua dor...!
Minh’alma chora
Calada, silenciosa, consciente
Da dor que os seres confiantes
Experienciam diante da decepção
De uma verdadeira confiança traída...
Minh’alma chora
E nada posso fazer
Senão acolher sua dor
Aliar-me a sua tristeza
Dar vazão silenciosa
Honrando o silêncio da profundidade da dor...!
Minh’alma chora
Constatando a capacidade do ser humano
De desrespeitar e desmerecer
A confiança em alguém tão querido
Sem nenhum motivo
Sem nenhuma explicação
Silenciosa e traiçoeiramente
Na incongruência do que apregoa
De todos os princípios que alardeia...!
Minh’alma chora
Choro eu
Chora todo meu ser...
Choramos sentidamente
Mas não nos desesperamos
Pois perdemos a confiança
E persistimos em nossa FÉ!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

PAI NOSSO

PAI-NOSSO

Pai Nosso que estais conosco e em todo O Universo,
Santificado, Glorificado e Amado sejais Vós,
Que tenhamos acesso ao Vosso Reino,
Respeitando-o, inserindo-nos e amando-o
E que acatemos, cumpramos e honremos a Vossa Vontade,
Em todo O Universo e Cosmo, Vosso Reino e nosso Lar
Por toda a eternidade do Tempo!
O pão nosso de cada dia que nos destes, nos dás e nos darás,
Em toda sua diversidade, profundidade e intensidade,
PERDOANDO as nossas falhas, nossos erros e fraquezas,
E ensinando-nos e ajudando-nos a nos PERDOARMOS mutuamente
Para que através do PERDÃO
Com a bênção da Nossa Grande Mãe e de todas as nossas Centelhas Divinas,
Guias, Mentoras e Protetoras,
Assumamos Quem Somos.
Que assim seja, porque assim É, porque SOMOS!

Muitíssimo Obrigada!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O TEMPO E O SER

Na mitologia grega, “Chronos” ou “Khronos” era considerado o deus do tempo; em latim “Chronus” era a personificação do tempo. Também era habitual chamar-lhe “Eón” ou “Aión”
Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: chronos e kairos. Enquanto chronos refere-se ao tempo cronológico ou sequencial, que pode ser medido, kairos refere-se a um momento indeterminado no tempo, em que algo especial acontece.
Por sua vez, os romanos chamaram-lhe Saturno e por isso, o planeta que atualmente é conhecido com este nome, foi outrora chamado "Khronos" pelos astrônomos gregos. Era a divindade celeste mais distante, considerada como sendo o sétimo dos sete objetos divinos visíveis a olho nu. Uma vez que tem a maior translação observável no céu (cerca de 30 anos), os astrônomos gregos e romanos julgaram tratar-se do guardião dos tempos, ou "Pai do Tempo", uma vez que não havia conhecimento de nenhum outro objeto com maior período repetitivo (translação). Foi precisamente esta característica astronômica que levou os eruditos das artes a representar a sua figura como um homem de idade com longos cabelos e barbas brancas, tal como mencionado acima. Daí veio também a palavra crônica seguida de Chronos.
No que se relaciona ao ser humano, podemos dizer que, além do tempo cronológico, mensurado através de segundos, minutos, horas e calendário, existe o tempo “psicológico”, interno, próprio de cada um, segundo sua individualidade; aquele em que, conforme o que estamos experienciando, “parece” que ele se intensifica (como um fosse uma eternidade) ou se acelera (tão célere como se voasse...). Exemplos típicos são os momentos de profunda dor ou alegria. É a sensação que sentimos que nos provoca essa dimensionalidade do tempo.
Há também a influência da nossa postura, do nosso comportamento diante desse “deus”; nem sempre o tempo cronológico é compatível com o amadurecimento que lhe deveria ser proporcional; ou seja, à medida que nos adentramos no tempo cronológico, também caberia um desenvolvimento emocional, psicológico, mental, espiritual  o amadurecimento.
Seria cabível um tratado sobre esse fenômeno que nos acompanha desde e até o “sempre”! Que nossa memória atual se recorde, a partir da nossa corporificação neste planeta, ele já está sendo nosso eterno companheiro e assim permanecerá até... a eternidade. Porém, nesta reflexão, o que mais nos desperta a atenção é a importância que lhe dedicamos.
Visto que a maior e mais importante característica do TEMPO, quer seja seqüencial, “ilusão” (como considerado por algumas seitas e/ou escolas esotéricas), psicológico ou indeterminado, é a sua IRRECUPERABILIDADE. Sua presença é no aqui-e-agora, no exato momento, sem nenhuma possibilidade de retroagir ou antecipar-se. Apenas “é”...! Por conseguinte, se podemos recuperar amizade, saúde, bens materiais e tantas outras coisas que tanto valorizamos, por que o que é totalmente irrecuperável, impossível de termos em outro momento, ainda é subestimado, desperdiçado, desrespeitado?!
O que leva tantas pessoas a deixar de lhe atribuir o valor justo e imprescindível? Quando esses seres determinam conscientemente um horário, uma data  uma parte preciosa e irrecuperável da sua própria vida  por que não as cumpre? E, mais inconcebível ainda, quando envolvem outros seres, consequentemente lhes incluindo no tempo e suas características (irrecuperabilidade e preciosidade), por que infringem essa responsabilidade? Não está presente, então, a consciência de que estão infestando outros campos além dos próprios? É a isso que consideram respeito ao próximo, pessoal e profissional, e aos seus direitos e deveres?! Essa é a forma como manifestam a estima pelas criaturas que fazem parte da sua vida?
Sinceramente, não consigo entender nem compreender e sinto profunda dificuldade em lidar com tais procedimentos. Como disse o sábio Manuel Bandeira: “... cada instante de vida nunca é mais, é sempre menos...!”

sábado, 5 de junho de 2010

FÉ, ESPIRITUALIDADE E SUAS MANIFESTAÇÕES

Não sou teóloga nem especialista em religiões; portanto, apenas como ser humano, crente (no sentido literal: quem crê em algo e/ou alguém e, nesse caso específico, “DEUS”  ou outra denominação que queiramos dar-LHE, desde que reconhecendo como “Uma Energia Superior”) e uma criatura filha de UM CRIADOR! Por conseguinte, esta reflexão é fundamenta e ancorada partindo dessa premissa.

Concebo Fé como uma força, motivação, crença, convicção em Um Ser Superior que nos criou, nos conduz e nos orienta em nosso caminhar, em nossa passagem por este planeta, influenciando nossos pensamentos, sentimentos, ações e comportamentos. Um energia que nos fortalece, nos renova, nos dá um sentido de viva e até sobrevida. Um ato de amor incondicional, pleno, presente. A interconexão direta da nossa essência com a Essência Suprema. Independe de religião, de frequência em lugares que se autodenominam “templos de fé”, do nome pelo qual chamamos Esse Ser Superior, Esse Pai Supremo. Independente dos conceitos e preconceitos que nos tenham sido condicionados na infância, ela é própria de cada um, emergindo inicialmente como uma força-motriz e que, concomitantemente ao nosso processo de amadurecimento, também cresce e se expande cada vez mais no recôndito do ser, podendo, naturalmente, expressar-se no seu exterior de uma forma equilibrada, sensata, harmoniosa, pacífica, verdadeira, autêntica, única.

À proporção que nos identificamos com nossa verdadeira fé  o mínimo que devemos nutrir como prova do Amor ao Amor Supremo  permitindo-nos que nos desperte para além da materialidade, propicia-nos as infinitas possibilidades do desenvolvimento da nossa espiritualidade... ou seja, a consciência de que somos infinitos enquanto Energia, eternos em nossa atemporariedade e oriundos da mesma Fonte Geradora do Cosmos e de todas as suas criativas diversidades existentes. O “UM”!

Espiritualidade é a fé em seu processo dinâmico e ininterrupto... por conseguinte, a matriz de nosso senso ético e moral; a “mãe” ou “raiz” da certeza de que somos um ser holístico: espírito, alma, mente, corpo; razão e emoção; corporificação imprescindível à manifestação do espírito, conforme as características desse “campo” terrestre  planeta terra  no aqui-e-agora... cientes de que é uma passagem, uma viagem cujo “ponto final” é em “algum outro campo” do Grande Universo...!

Assim sendo, não percebo a necessidade de professarmos nossa fé e nem desenvolvermos nossa espiritualidade de forma alardeante e até invasiva e agressiva, como ocorre em alguns ambientes que se intitulam “templos e/ou igrejas divinos”! Aliás, tudo indica que o número desses recintos cresce assustadoramente e com todos os tipos de aparatos exatamente iguais aos das casas de espetáculos, boates, ambientes de "shwos" megalomaníacos! Parece-me modismo a divulgação exacerbada desses ambientes. A sensação que me dá é que, o exagero das caixas acústicas, repercutindo o eco berrante dos “louvores/cânticos/hinos”, além de danificar a sensibilidade inerente ao tímpano humano, instiga uma tendência à histeria coletiva. Outra sensação é que essas pessoas precisam, carecem gritar para toda a população que têm “fé” e que seu “deus” já se tornou surdo e demasiadamente mundano e adepto de rituais alegóricos estrondosos e insanos!

Será que toda essa parafernália, maior do que a circense e idêntica à dos mega-shows é mesmo necessária? Será que todo essa poluição e agressão sonoras são a expressão verdadeira da fé que professam? Será que sua coreografia teatral incentiva outros fiéis? Será que para orar, meditar, refletir, dialogarmos e dirigirmo-nos a Deus com fé, humildade, gratidão e amor é preciso tudo isso? Sinto, penso e constato exatamente o oposto! ELE está em meu ser e, consequentemente, onde quer que eu esteja, ELE permanece! ELE sabe o que sinto, penso, quero, necessito, agradeço; ELE não sofre de deficiência auditiva nem mental, não é mestre de puxador de enredo de escola-de-samba e/ou “pop star”! ELE não disse nem outorgou a nenhum escritor transmitir que admira e quer todos esses exageros. Seu Filho, corporificado neste planeta durante 33 anos, jamais utilizou esses recursos e meios para professar sua fé e conquistar seus seguidores!

Existem incontáveis formas e maneiras de professarmos nossa fé e desenvolvermos nossa espiritualidade e cada qual tem a liberdade da escolha que mais se identifica consigo; entretanto, prossigo sem entender e compreender esse tipo de manifestação! Logo, continuarei minhas indagações e reflexões a respeito... enquanto busco sossego, paz, aconchego, silêncio, tranquilidade e harmonia para “orar, dirigir-me a DEUS” e dedicar atenção e intenção em progredir em meu interminável e desafiante processo de espiritualidade!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

REFLEXÕES EM OUTRO AQUI-E-AGORA

Quando me pergunto: quem sou? Inúmeras dúvidas surgem... então respiro, respiro, respiro e sinto: sou! Apenas e totalmente sou...!

Não posso mais ter a certeza de nada do que foi, do que será... somente sentir, crer e perceber que aqui-e-agora busco-me... e se me entrego, estou e me torno sou e nada mais!

Quando me lembro do quanto sofri pelo que não valia a pena, percebo que ainda não vale... e aprendo, com isso, a não mais perder a preciosidade do meu tempo, esta dádiva que a cada instante se esvai... embora O Tempo seja "e-terno"!

TRABALHOS DESENVOLVIDOS

Psicoterapia individual e em grupo para jovens e adultos, com base predominante nas técnicas holísticas/transpessoais (Dinâmica Energética do Psiquismo). Utilização do processo respiratório, musicoterapia, cromoterapia, exercícios energético-corporais, sonhos, montagens, desenhos etc
Criação e execução da Sessão de Harmonização (individual e em grupo): trabalho terapêutico, ancorado no processo respiratório, enraizamento, interconectividade Transcendência, Equivalência e Imanencência, exercícios energético-corporais, incluindo técnicas de musicoterapia, cromoterapia, purificação e expansão dos chacrás, energização dos sentidos, visualização, foco, atenção e intenção, resgates mnemônicos de auxílio à harmonização no aqui-e-agora e algumas de meditação.
Trabalho com estudo dos sonhos (base Junguiana), individual e em grupo.
Condução de Dinâmica de Grupo para diversos objetivos.
Apresentação de trabalhos vivenciais em Eventos Nacionais e Internacionais.
Colaboradora em Jornais, Revistas, Blogs.

REFLEXÕES DO AQUI-E-AGORA

Saudade! A presença energética de algo ou alguém muito amado, que se fez presente em noss’alma e aí permaneceu... além do tempo, além do espaço, além da transformação...!

Depois de vivida conscientemente a dor da decepção, apresenta-se a riqueza da oportunidade de sabermos que somos fortes em nossa fragilidade.

Antes de trair alguém, a pessoa trai a si mesma, pois é infiel à escolha que ela mesma fez... e nossa vida é uma infinita possibilidade de escolhas e opções.

Lamentar o passado é revivê-lo no que ele traz de mais trágico e inútil, ao invés de aprendermos o que ele nos ensinou.

Reverenciar nossos antepassados é honrar a raiz do que hoje nos mantêm corporificados. Idolatrá-los é desrespeitar seu direito de viver em paz.

Se de fato, em plena consciência, parássemos para refletir com o coração e o cérebro, a razão e a sensibilidade, jamais perderíamos nosso precioso tempo; ele é a única coisa absolutamente irrecuperável nesta viagem chamada vida.

Uma grande parte da nossa atenção deve ser dedicada aos que consideramos nossos inimigos... porque os amigos, esses sim, sabemos que estão ao nosso lado.

O apego é uma enfermidade que vai consumindo toda energia da liberdade.

sábado, 22 de maio de 2010

UMA OUTRA VISÃO DA CRISE ECONÔMICA

No decorrer da história do nosso planeta acontecimentos grandiosos ocorreram como fatos inesquecíveis. Alguns são agradáveis e, por isso mesmo, aceitos satisfatoriamente; outros, que afetam diretamente nossa “segurança”, denominamos “crise”.

Nesse momento está na moda a expressão “crise mundial”. É verdade?! É apenas econômica e financeira como ostentam os médios tendenciosos de comunicação?!

Enquanto muitos países, chamados pelos “poderosos” de subdesenvolvidos, sofríamos a opressão, a miséria, a fome, a perseguição, a hostilidade e todas as formas de exploração e monstruosidade, além da inversão de valores morais e espirituais que contagiaram tantas pessoas, ninguém e nada falava em crise.

Bilhões de recursos financeiros foram e são usados ilicitamente para satisfazer a essa minoria financeira e economicamente privilegiada, em detrimento do sagrado direito de se viver dignamente, inclusive ferindo, agredindo e destruindo a todos as espécies de seres vivos e a mãe-natureza.

A ganância, o egoísmo, o abuso do “poder”, a idolatria à materialidade e ao capitalismo selvagem, a supremacia de um padrão de beleza física, a corrupção quase generalizada nos meios dos representantes do povo e, principalmente, a ausência do reconhecimento do ser “holístico” que na verdade somos e, em consequência, de uma Energia Maior – independentemente do nome que Lhe damos – que nos criou, foram esquecidos e/ou desqualificados.

Agora, quando esses autodenominados “poderosos”, “donos do mundo”, se sentem ameaçados ou menos ricos, bradam aos quatro cantos do planeta que estamos vivendo uma CRISE MUNDIAL!

Que horror tamanha ignorância mental e pequenez de espírito! Que sorte que ao menos agora não mais podem considerar-se inatingíveis!

Tudo isso é o resultado do que foi cultuado durante séculos e séculos, pois qualquer que seja a crise, ela não ocorre por acaso, do nada e de repente. Inúmeros são os fatores que culminaram com esta agora. Não precisa ser nenhum especialista para perceber e comprovar isso. É necessário apenas um vislumbre de lucidez, unindo nossos maiores dons: razão e sensibilidade!

Como representa ricamente o ideograma chinês: “crise é oportunidade”! Portanto, que aproveitemos essa grande chance para revermos e reavaliarmos nossos conceitos, valores, objetivos, ações e comportamentos, desde o nível individual (a singularidade ímpar de cada ser), aos níveis familiares, profissionais, comunitários e sociais mais amplos.

Que nos libertemos dessa cegueira espiritual e nosso restrito mundo imediatista e patologicamente materialista e, por clemência e misericórdia, ainda tenhamos tempo para o verdadeiro e inevitável DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA!

THEQUILA MOTA
Psicóloga e psicoterapeuta

Maceió

SAÚDE, SOM E EDUCAÇÃO

Sabemos que SAÚDE abrange muito mais do que ausência de enfermidades, cuidado com alimentação, prática de qualquer atividade física, corpo escultural. Saúde, em seu sentido amplo e total, inclui desde o bem-estar espiritual, anímico, energético, psíquico, orgânico, físico, até o equilíbrio do ser como um todo, em consonância com o ambiente (ser “holístico”).

Inúmeros são os fatores que interferem na SAÚDE. Aqui abordaremos, de forma sucinta, a sua correlação com o SOM.

O som possui correntes vibratórias que, naturalmente, intervêm em nosso estado geral, alterando nossa pré-disposição, nosso “estado de espírito” e, conseqüentemente, provocando mudanças no nosso comportamento e no meio-ambiente. Isso pode ser comprovado cientificamente por meio da História e, inclusive, do livro mais conhecido e respeitado do nosso planeta: A Bíblia (em diversas de suas passagens).

De acordo com os musicólogos, “os sons harmoniosos produzem vibrações cristalinas que, ao serem ouvidos, nos imprimem a sensação de serenidade, de paz e de prazer. São reconstruíveis e terapêuticos”... “os sons desarmoniosos nos levam a uma impressão de ansiedade, de insatisfação, de vazio e irritabilidade... criando o desequilíbrio” (Mil Drummond – A Cor do Som – Editora Elevação).

O som tem, por conseguinte, o poder de criar, conservar e destruir, dependendo, naturalmente, da qualidade do som que escutamos... e é aí que está o cerne do nosso tema: como ter e preservar a Saúde quando somos impelidos a ouvir sons exacerbadamente altos, agressivamente expostos em carros particulares, de picolés, de cd pirata, táxis, ônibus, bares, praias, lojas comerciais, em apartamentos de prédios residenciais, cuja potência acústica similar a trio-elétrico, independentemente do horário e lugar?! Como ter e preservar nossa Saúde se a qualidade do som da qual somos verdadeiras “vítimas”, não agrega nenhuma mensagem e nenhum valor (muito ao contrário, pois fere os princípios básicos do respeito e da condição de seres pensantes e sentintes)?!

A qualidade sonora (precisamente musical) vem deteriorando-se acintosamente, instigando o sado-masoquismo, a prostituição, a degradação do ser humano, principalmente da mulher! O que deveria ser “ritmo” não passa de repetições estressantes, alienantes e até neurotizantes! O que deveria ser potência confortável ultrapassa e agride o direito de escolha dos “ouvintes-vítimas”! O que deveria ser expressão da saudável criatividade e sensibilidade humanas – considerando o som como arte – retrata a absoluta degeneração de valores éticos e estéticos!

Paremos e avaliemos antes que seja tarde demais! Tenhamos um mínimo de seletividade musical, de sensibilidade auditiva, de auto-respeito e ao direito do próximo ouvir o que, quando e como quer! Tenhamos um resquício de educação e de consciência social ao escolhermos e usarmos nosso som! Ele também é o indicador do nível educacional de uma comunidade, do caráter, do temperamento e da personalidade de seus cidadãos; além do mais, cada um é responsável pelas suas escolhas e suas conseqüências; se a decisão é prejudicar a capacidade auditiva, atrofiar a mente, aderir ao sado-masoquismo, desfazer-se da auto-estima, agredir à integridade humana (repetindo, principalmente à feminina), destruir a própria saúde, ao menos não nos contagiem com essa epidemia!

Apelamos a todas as classes de educadores e profissionais de saúde, bem como aos órgãos competentes, a fim de que cumpramos nosso papel profissional e social, alertando para os nefastos e incontáveis danos – alguns até irrecuperáveis, como no caso da diminuição ou perda auditiva – para que utilizemos todos os recursos disponíveis: diálogo, palestra, campanha educativa, meios de comunicação, exemplo e, principalmente, cumprimento da Lei!