sábado, 22 de maio de 2010

SAÚDE, SOM E EDUCAÇÃO

Sabemos que SAÚDE abrange muito mais do que ausência de enfermidades, cuidado com alimentação, prática de qualquer atividade física, corpo escultural. Saúde, em seu sentido amplo e total, inclui desde o bem-estar espiritual, anímico, energético, psíquico, orgânico, físico, até o equilíbrio do ser como um todo, em consonância com o ambiente (ser “holístico”).

Inúmeros são os fatores que interferem na SAÚDE. Aqui abordaremos, de forma sucinta, a sua correlação com o SOM.

O som possui correntes vibratórias que, naturalmente, intervêm em nosso estado geral, alterando nossa pré-disposição, nosso “estado de espírito” e, conseqüentemente, provocando mudanças no nosso comportamento e no meio-ambiente. Isso pode ser comprovado cientificamente por meio da História e, inclusive, do livro mais conhecido e respeitado do nosso planeta: A Bíblia (em diversas de suas passagens).

De acordo com os musicólogos, “os sons harmoniosos produzem vibrações cristalinas que, ao serem ouvidos, nos imprimem a sensação de serenidade, de paz e de prazer. São reconstruíveis e terapêuticos”... “os sons desarmoniosos nos levam a uma impressão de ansiedade, de insatisfação, de vazio e irritabilidade... criando o desequilíbrio” (Mil Drummond – A Cor do Som – Editora Elevação).

O som tem, por conseguinte, o poder de criar, conservar e destruir, dependendo, naturalmente, da qualidade do som que escutamos... e é aí que está o cerne do nosso tema: como ter e preservar a Saúde quando somos impelidos a ouvir sons exacerbadamente altos, agressivamente expostos em carros particulares, de picolés, de cd pirata, táxis, ônibus, bares, praias, lojas comerciais, em apartamentos de prédios residenciais, cuja potência acústica similar a trio-elétrico, independentemente do horário e lugar?! Como ter e preservar nossa Saúde se a qualidade do som da qual somos verdadeiras “vítimas”, não agrega nenhuma mensagem e nenhum valor (muito ao contrário, pois fere os princípios básicos do respeito e da condição de seres pensantes e sentintes)?!

A qualidade sonora (precisamente musical) vem deteriorando-se acintosamente, instigando o sado-masoquismo, a prostituição, a degradação do ser humano, principalmente da mulher! O que deveria ser “ritmo” não passa de repetições estressantes, alienantes e até neurotizantes! O que deveria ser potência confortável ultrapassa e agride o direito de escolha dos “ouvintes-vítimas”! O que deveria ser expressão da saudável criatividade e sensibilidade humanas – considerando o som como arte – retrata a absoluta degeneração de valores éticos e estéticos!

Paremos e avaliemos antes que seja tarde demais! Tenhamos um mínimo de seletividade musical, de sensibilidade auditiva, de auto-respeito e ao direito do próximo ouvir o que, quando e como quer! Tenhamos um resquício de educação e de consciência social ao escolhermos e usarmos nosso som! Ele também é o indicador do nível educacional de uma comunidade, do caráter, do temperamento e da personalidade de seus cidadãos; além do mais, cada um é responsável pelas suas escolhas e suas conseqüências; se a decisão é prejudicar a capacidade auditiva, atrofiar a mente, aderir ao sado-masoquismo, desfazer-se da auto-estima, agredir à integridade humana (repetindo, principalmente à feminina), destruir a própria saúde, ao menos não nos contagiem com essa epidemia!

Apelamos a todas as classes de educadores e profissionais de saúde, bem como aos órgãos competentes, a fim de que cumpramos nosso papel profissional e social, alertando para os nefastos e incontáveis danos – alguns até irrecuperáveis, como no caso da diminuição ou perda auditiva – para que utilizemos todos os recursos disponíveis: diálogo, palestra, campanha educativa, meios de comunicação, exemplo e, principalmente, cumprimento da Lei!

Nenhum comentário:

Postar um comentário