sábado, 5 de junho de 2010

FÉ, ESPIRITUALIDADE E SUAS MANIFESTAÇÕES

Não sou teóloga nem especialista em religiões; portanto, apenas como ser humano, crente (no sentido literal: quem crê em algo e/ou alguém e, nesse caso específico, “DEUS”  ou outra denominação que queiramos dar-LHE, desde que reconhecendo como “Uma Energia Superior”) e uma criatura filha de UM CRIADOR! Por conseguinte, esta reflexão é fundamenta e ancorada partindo dessa premissa.

Concebo Fé como uma força, motivação, crença, convicção em Um Ser Superior que nos criou, nos conduz e nos orienta em nosso caminhar, em nossa passagem por este planeta, influenciando nossos pensamentos, sentimentos, ações e comportamentos. Um energia que nos fortalece, nos renova, nos dá um sentido de viva e até sobrevida. Um ato de amor incondicional, pleno, presente. A interconexão direta da nossa essência com a Essência Suprema. Independe de religião, de frequência em lugares que se autodenominam “templos de fé”, do nome pelo qual chamamos Esse Ser Superior, Esse Pai Supremo. Independente dos conceitos e preconceitos que nos tenham sido condicionados na infância, ela é própria de cada um, emergindo inicialmente como uma força-motriz e que, concomitantemente ao nosso processo de amadurecimento, também cresce e se expande cada vez mais no recôndito do ser, podendo, naturalmente, expressar-se no seu exterior de uma forma equilibrada, sensata, harmoniosa, pacífica, verdadeira, autêntica, única.

À proporção que nos identificamos com nossa verdadeira fé  o mínimo que devemos nutrir como prova do Amor ao Amor Supremo  permitindo-nos que nos desperte para além da materialidade, propicia-nos as infinitas possibilidades do desenvolvimento da nossa espiritualidade... ou seja, a consciência de que somos infinitos enquanto Energia, eternos em nossa atemporariedade e oriundos da mesma Fonte Geradora do Cosmos e de todas as suas criativas diversidades existentes. O “UM”!

Espiritualidade é a fé em seu processo dinâmico e ininterrupto... por conseguinte, a matriz de nosso senso ético e moral; a “mãe” ou “raiz” da certeza de que somos um ser holístico: espírito, alma, mente, corpo; razão e emoção; corporificação imprescindível à manifestação do espírito, conforme as características desse “campo” terrestre  planeta terra  no aqui-e-agora... cientes de que é uma passagem, uma viagem cujo “ponto final” é em “algum outro campo” do Grande Universo...!

Assim sendo, não percebo a necessidade de professarmos nossa fé e nem desenvolvermos nossa espiritualidade de forma alardeante e até invasiva e agressiva, como ocorre em alguns ambientes que se intitulam “templos e/ou igrejas divinos”! Aliás, tudo indica que o número desses recintos cresce assustadoramente e com todos os tipos de aparatos exatamente iguais aos das casas de espetáculos, boates, ambientes de "shwos" megalomaníacos! Parece-me modismo a divulgação exacerbada desses ambientes. A sensação que me dá é que, o exagero das caixas acústicas, repercutindo o eco berrante dos “louvores/cânticos/hinos”, além de danificar a sensibilidade inerente ao tímpano humano, instiga uma tendência à histeria coletiva. Outra sensação é que essas pessoas precisam, carecem gritar para toda a população que têm “fé” e que seu “deus” já se tornou surdo e demasiadamente mundano e adepto de rituais alegóricos estrondosos e insanos!

Será que toda essa parafernália, maior do que a circense e idêntica à dos mega-shows é mesmo necessária? Será que todo essa poluição e agressão sonoras são a expressão verdadeira da fé que professam? Será que sua coreografia teatral incentiva outros fiéis? Será que para orar, meditar, refletir, dialogarmos e dirigirmo-nos a Deus com fé, humildade, gratidão e amor é preciso tudo isso? Sinto, penso e constato exatamente o oposto! ELE está em meu ser e, consequentemente, onde quer que eu esteja, ELE permanece! ELE sabe o que sinto, penso, quero, necessito, agradeço; ELE não sofre de deficiência auditiva nem mental, não é mestre de puxador de enredo de escola-de-samba e/ou “pop star”! ELE não disse nem outorgou a nenhum escritor transmitir que admira e quer todos esses exageros. Seu Filho, corporificado neste planeta durante 33 anos, jamais utilizou esses recursos e meios para professar sua fé e conquistar seus seguidores!

Existem incontáveis formas e maneiras de professarmos nossa fé e desenvolvermos nossa espiritualidade e cada qual tem a liberdade da escolha que mais se identifica consigo; entretanto, prossigo sem entender e compreender esse tipo de manifestação! Logo, continuarei minhas indagações e reflexões a respeito... enquanto busco sossego, paz, aconchego, silêncio, tranquilidade e harmonia para “orar, dirigir-me a DEUS” e dedicar atenção e intenção em progredir em meu interminável e desafiante processo de espiritualidade!

2 comentários:

  1. Compartilho dessa percepção sobre Ser, Religiosidade e ESPIRITUALIDADE. Creio que Somos, pela Graça da LUZ que TUDO É, ao mesmo tempo intinerário e percurso na infinita jornada ao encontro dessa mesma LUZ.

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  2. Amiga, leer esto me deja mucho más interasada en aprender sobre sobre el SER, sin duda alguna tus palabras son una pura y bella reflexión de lo que es la palabra AMOR Y ESPIRITUALIDAD, no sabes lo mucho que crezco al hacer un analisís interior de lo que realmente es la FÉ...
    GRACIAS POR ILUMINARME EL DÍA

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