sábado, 22 de maio de 2010

UMA OUTRA VISÃO DA CRISE ECONÔMICA

No decorrer da história do nosso planeta acontecimentos grandiosos ocorreram como fatos inesquecíveis. Alguns são agradáveis e, por isso mesmo, aceitos satisfatoriamente; outros, que afetam diretamente nossa “segurança”, denominamos “crise”.

Nesse momento está na moda a expressão “crise mundial”. É verdade?! É apenas econômica e financeira como ostentam os médios tendenciosos de comunicação?!

Enquanto muitos países, chamados pelos “poderosos” de subdesenvolvidos, sofríamos a opressão, a miséria, a fome, a perseguição, a hostilidade e todas as formas de exploração e monstruosidade, além da inversão de valores morais e espirituais que contagiaram tantas pessoas, ninguém e nada falava em crise.

Bilhões de recursos financeiros foram e são usados ilicitamente para satisfazer a essa minoria financeira e economicamente privilegiada, em detrimento do sagrado direito de se viver dignamente, inclusive ferindo, agredindo e destruindo a todos as espécies de seres vivos e a mãe-natureza.

A ganância, o egoísmo, o abuso do “poder”, a idolatria à materialidade e ao capitalismo selvagem, a supremacia de um padrão de beleza física, a corrupção quase generalizada nos meios dos representantes do povo e, principalmente, a ausência do reconhecimento do ser “holístico” que na verdade somos e, em consequência, de uma Energia Maior – independentemente do nome que Lhe damos – que nos criou, foram esquecidos e/ou desqualificados.

Agora, quando esses autodenominados “poderosos”, “donos do mundo”, se sentem ameaçados ou menos ricos, bradam aos quatro cantos do planeta que estamos vivendo uma CRISE MUNDIAL!

Que horror tamanha ignorância mental e pequenez de espírito! Que sorte que ao menos agora não mais podem considerar-se inatingíveis!

Tudo isso é o resultado do que foi cultuado durante séculos e séculos, pois qualquer que seja a crise, ela não ocorre por acaso, do nada e de repente. Inúmeros são os fatores que culminaram com esta agora. Não precisa ser nenhum especialista para perceber e comprovar isso. É necessário apenas um vislumbre de lucidez, unindo nossos maiores dons: razão e sensibilidade!

Como representa ricamente o ideograma chinês: “crise é oportunidade”! Portanto, que aproveitemos essa grande chance para revermos e reavaliarmos nossos conceitos, valores, objetivos, ações e comportamentos, desde o nível individual (a singularidade ímpar de cada ser), aos níveis familiares, profissionais, comunitários e sociais mais amplos.

Que nos libertemos dessa cegueira espiritual e nosso restrito mundo imediatista e patologicamente materialista e, por clemência e misericórdia, ainda tenhamos tempo para o verdadeiro e inevitável DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA!

THEQUILA MOTA
Psicóloga e psicoterapeuta

Maceió

SAÚDE, SOM E EDUCAÇÃO

Sabemos que SAÚDE abrange muito mais do que ausência de enfermidades, cuidado com alimentação, prática de qualquer atividade física, corpo escultural. Saúde, em seu sentido amplo e total, inclui desde o bem-estar espiritual, anímico, energético, psíquico, orgânico, físico, até o equilíbrio do ser como um todo, em consonância com o ambiente (ser “holístico”).

Inúmeros são os fatores que interferem na SAÚDE. Aqui abordaremos, de forma sucinta, a sua correlação com o SOM.

O som possui correntes vibratórias que, naturalmente, intervêm em nosso estado geral, alterando nossa pré-disposição, nosso “estado de espírito” e, conseqüentemente, provocando mudanças no nosso comportamento e no meio-ambiente. Isso pode ser comprovado cientificamente por meio da História e, inclusive, do livro mais conhecido e respeitado do nosso planeta: A Bíblia (em diversas de suas passagens).

De acordo com os musicólogos, “os sons harmoniosos produzem vibrações cristalinas que, ao serem ouvidos, nos imprimem a sensação de serenidade, de paz e de prazer. São reconstruíveis e terapêuticos”... “os sons desarmoniosos nos levam a uma impressão de ansiedade, de insatisfação, de vazio e irritabilidade... criando o desequilíbrio” (Mil Drummond – A Cor do Som – Editora Elevação).

O som tem, por conseguinte, o poder de criar, conservar e destruir, dependendo, naturalmente, da qualidade do som que escutamos... e é aí que está o cerne do nosso tema: como ter e preservar a Saúde quando somos impelidos a ouvir sons exacerbadamente altos, agressivamente expostos em carros particulares, de picolés, de cd pirata, táxis, ônibus, bares, praias, lojas comerciais, em apartamentos de prédios residenciais, cuja potência acústica similar a trio-elétrico, independentemente do horário e lugar?! Como ter e preservar nossa Saúde se a qualidade do som da qual somos verdadeiras “vítimas”, não agrega nenhuma mensagem e nenhum valor (muito ao contrário, pois fere os princípios básicos do respeito e da condição de seres pensantes e sentintes)?!

A qualidade sonora (precisamente musical) vem deteriorando-se acintosamente, instigando o sado-masoquismo, a prostituição, a degradação do ser humano, principalmente da mulher! O que deveria ser “ritmo” não passa de repetições estressantes, alienantes e até neurotizantes! O que deveria ser potência confortável ultrapassa e agride o direito de escolha dos “ouvintes-vítimas”! O que deveria ser expressão da saudável criatividade e sensibilidade humanas – considerando o som como arte – retrata a absoluta degeneração de valores éticos e estéticos!

Paremos e avaliemos antes que seja tarde demais! Tenhamos um mínimo de seletividade musical, de sensibilidade auditiva, de auto-respeito e ao direito do próximo ouvir o que, quando e como quer! Tenhamos um resquício de educação e de consciência social ao escolhermos e usarmos nosso som! Ele também é o indicador do nível educacional de uma comunidade, do caráter, do temperamento e da personalidade de seus cidadãos; além do mais, cada um é responsável pelas suas escolhas e suas conseqüências; se a decisão é prejudicar a capacidade auditiva, atrofiar a mente, aderir ao sado-masoquismo, desfazer-se da auto-estima, agredir à integridade humana (repetindo, principalmente à feminina), destruir a própria saúde, ao menos não nos contagiem com essa epidemia!

Apelamos a todas as classes de educadores e profissionais de saúde, bem como aos órgãos competentes, a fim de que cumpramos nosso papel profissional e social, alertando para os nefastos e incontáveis danos – alguns até irrecuperáveis, como no caso da diminuição ou perda auditiva – para que utilizemos todos os recursos disponíveis: diálogo, palestra, campanha educativa, meios de comunicação, exemplo e, principalmente, cumprimento da Lei!